ps:
"...Os finais felizes não existem. Mas isso não significa que devemos desistir de lutar por eles."

23 de dezembro de 2011


E cada dia mais vejo que tens razão, e cada dia mais lamento, mas cada dia menos perdão tenho, não teu mas meu tormento. E cada dia mais penso em melhorar, e cada dia mais desisto, pois cada dia mais me afundo, desligo e ignoro.
Cada dia mais me afasto, cada dia mais me quero aproximar, pois cada dia mais gelo tenho de eliminar.

É o ciclo de um ciclo ameaçado de ser quebrado, mas que apesar de toda a força de vontade não parece ser negado.

ps.

24 de novembro de 2011

Correndo por bosques sombrios, procuro por aquela luz que as brechas entre as árvores decidem partilhar comigo. Guio-me ao sabor do vento. Esse frio e forte assobio, que arrasta o revestimento filial das minhas companheiras de madeira.
Já sinto o desespero, cada vez maior. Dou por mim acelerada até que distraída ou enganada, tropeço num ramo deslocado. Caio e firo-me, e mantenho-me ali parada, desnorteada. Pergunto aos ventos gélidos por uma solução, uma rota que possa percorrer, mas estes zangados e cansados enfurecem-se num remoinho e não me respondem. Não tenho resposta, não tenho perdão, não tenho guia. Deito-me no solo frio de terra molhada pelo orvalho matinal, e desisto.
É então que do nada oiço uma canção, mais bela do que alguma vez ouvira: dois pássaros que há minha volta voam, e avançam fazendo-me segui-los. Fazem-me avançar pelo escuro bosque mais uma vez, e espero agora por uma saída.
ps.